
Essas crianças estão muito felizes, por quê você também não fica?
E Karl Marx estava certo. Em seu livro ‘Manifesto do Partido Comunista’, o autor alemão diz que a luta de classes sempre esteve presente entre os seres humanos. O dualismo e o antagonismo gerado pela luta de classes é totalmente prejudicial para nossas relações humanas, mas poucos percebem isso.
O Brasil é nitidamente dividido por classes. Separamos por letras, como A, B, C e D, as vezes usando a letra E em casos extremos. Mas, pergunto: Por quê não ligamos para essas divisões, tão graves? O que pensamos quando cruzamos alguém da classe E, abandonado nas ruas? Que não temos nada com isso?
Penso diferente. Quem cria – e alimenta – essas divisões somos nós. Isso mesmo, o povo. Prejulgamentos, estereótipos e ‘brincadeiras’ de mal gosto perpetuam todo o tipo de preconceito, justificando as classes. Quem está em cima não quer ficar por baixo, e quem está por baixo faz de tudo para puxar quem está em cima, a eterna luta de classes que Marx disse sabiamente.
Porém, vamos falar de internet, nosso ramo. Na utopia da internet, todos somos iguais, perante o computador. Podemos acessar sites diferentes, redes distintas ou usá-la para fins diversos, porém, não há classes A ou E na internet, a conexão está aberta para quem tiver o acesso.
Eu sei, muitas pessoas não tem a oportunidade desse acesso, este é outro assunto longo e delicado, hoje vamos nos focar em quem tem.
Mas, os que se acham ‘donos da internet’, insistem em alimentar um sistema de castas virtual, onde criticam veementemente quem usa a internet apenas para entretenimento, muitas vezes a classe oprimida que sofre com tais ataques. No Twitter por exemplo, há diversas mensagens de pessoas que usam o termo ‘orkutização’, fazendo alusão ao estrondoso sucesso da rede social Orkut, no Brasil, usado por boa parte das classes inferiores do país.
Este termo não é carregado de preconceito? Contudo, as pessoas o usam como se fosse algo natural. Nós, internautas com um pouco de inteligência, deveríamos construir um ambiente agradável, não um lugar hostil, onde os ‘orkutizados’ sejam discriminados, mais do que já são em suas vidas físicas.
Tenho outra dúvida: Se são os ‘orkutizados’ que fazem da internet algo inferior, por que vocês, sabichões, não a usam para algo decente? As pessoas que eu vejo reclamando da classe inferior, da inclusão digital, não faz nada que presta para o mundo, muito menos ajudar essas pessoas a usar a internet para algo bem maior e mais útil do que o mero entretenimento.
Mas por que essas pessoas não ajudam as classes oprimidas? Porque elas também usam a internet apenas para entretenimento! Não há diferença nenhuma entre os modos de entretenimento popular e ‘erudito’, os que se dizem ‘digitalizados’ não usam a internet para visitar o Louvré ou para ler Kant ou Piager, apenas usam para se entreter também.
Mais pergunta: O que faz essas pessoas serem preconceituosas? Tento responder: a necessidade de se sentirem melhores que as outras! Tentam justificar algo que já existem há milhares de anos, que é a luta de classes. Essas pessoas, sabichonas, apenas estão levando o preconceito para uma plataforma que deveria quebrar paradigmas, mas, infelizmente, o incluído e o excluído digital entraram em nosso vocabulário, pela vontade dessas pessoas de se compararem com o oprimido para se sentirem exclusivas na rede.
Espero que vocês pensem nessas questões, diga nos comentários o que você acha, o debate é longo!
——————
PS: Terminei de escrever e achei no Twitter o excelente – e muito mais completo que o meu – texto do Fernando Mafra: http://no15.fmafra.com/2009/05/o-meme-da-da-inclusao-digital-do-meme/
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Tags: internet, orkutização, tecnologia

Essa foto também não tem pé nem cabeça
Não tenho nada para falar, nada para declarar. Por muito tempo estive calado, o blog empoeirado, jogado ao vento, sem destino. Porém, fiz com o blog o que a vida fez comigo, com muito pesar. Ando sem ter o que falar por não conseguir pensar, meu cérebro está mecânico, as palavras não saem, a poesia não se manifesta…
A vida anda corrida… não… a vida é corrida. Todavia, não deveria ser assim. O ser humano deveria ter tempo para respirar, observar atentamente a natureza, os pássaros voando, as árvores dançando ao som do vento, o desabrochar de uma jovem flor na primavera eterna de nossas mentes.
Parece que a poesia está voltando, mas isso é pouco. Me sinto de braços atados, sem poder fazer nada para melhorar nossa triste sobrevivência. Isso mesmo, sobrevivência, o ser humano não vive, ele se trancafiou em muros altos e apenas existe. Nós existimos, e apenas para nós, não sabemos nos relacionar.
Como li esses dias em algum lugar, o ser humano deseja conhecer outros mundos, outras galáxias, mas nem ao menos nos preocupamos em conhecer nossos vizinhos. Você conhece os seus vizinhos? Se sim, meus parabéns, o concreto das cidades ainda não o endureceu.
Todo movimento da vida é aprender. Observar nossas relações é aprender, amar é aprender, dialogar é aprender, aprender é aprender. Será que aprendemos? Pior: será que sabemos a importância de aprender?
Penso que não aprendemos, não conversamos e não nos ouvimos. Nós, seres que só existimos, não nos preocupamos em entender o outro, em conversar, apenas estamos pensando em nós mesmos, sempre. Quando conversamos com alguém, é sempre pensando nos prazeres que aquela pessoa está proporcionando para nós, sempre o individual.
A solução está na Educação. Não, não me ache um profeta, jamais. Pense por você mesmo, observe atentamente nossas relações, olhe para seu interior, toda a problemática da comparação, da competição e dos preconceitos é derivado de uma educação falha. O assunto é longo, mas é necesário observar o fato.
Obrigado pela atenção de todos, tomara que alguém entenda o que eu quis escrever.
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Ajudando um amigo
Onde mais você pode encontrar Nick Ellis bem ao estilo Elvis Presley cantando Tony Braxton? Só o Desafio LG para fazer isso com o cara mesmo!
Caso queira conhecer mais do trabalho do Nick Ellis, acesse o Digital Drops, não se esqueça de visitar a página do Desafio LG também!
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A religião – na teoria – é uma coisa muito bonita. Essa idéia de união dos seres humanos em prol de um bem maior, compartilhar o amor e a felicidade é uma utopia que faz brilhar os olhos de qualquer pessoa sensível, mas é realmente assim que funciona na prática?
Durante toda a história nós vemos a religião envolvida em politicagem, falcatruas e heresias em geral, em sua grande maioria ocorre uma exploração financeira e sentimental de pessoas de boa índole e de bom coração. Mas o que faz uma pessoa se entregar totalmente em uma crença?
Primeiro: Influência caseira. Nossos pais tem uma crença X, eles gostam muito dessa crença, se sentem bem e dormem de consciência tranquila, e provavelmente quando você nasceu eles o mandaram para algum ritual de iniciação da religião, na católica há os famosos batismos, na evangélica não há, mas em compensação desde os 2 meses de idade (ou menos) os pais levam seus filhos para os cultos, para se acostumar.
São pouquíssimas as crianças que irão questionar uma crença, ainda mais se os pais tiverem bons exemplos e boa oratória para convencer. Existem outros fatores como a necessidade de uma recompensa divina, a necessidade de saber que após a morte haverá um lugar para você, a necessidade de se sentir seguro, a necessidade de se sentir acima dos outros, etc. Hoje vou me focar na influência caseira em cima das crianças, e principalmente dos evangélicos, pois trago um exemplo – horrível – de manipulação religiosa em crianças.
Seu nome é Revistinha Cristã (todo bom e velho Cristão pega alguma coisa mundana e transforma em sagrada, vide a Rave pra Jesus) e conta as peripécias de Davizinho e sua turma. Nesta edição que trago para você, Davizinho está jogando bolinhas de gude com seus amigos quando aparece um menino com cara de poucos amigos, camisa preta com uma caveira, um pedaço de madeira na mão e correndo atrás de um cachorro. Este menino do capeta diz que vai bater no cachorro porque ’seu mestre’ mandou. Vamos para a segunda página:
Nesta segunda página, nosso querido amigo de um dente só reitera que seu mestre o mandou fazer maldades. Agora você pode estar se perguntando: Que maldito mestre é esse que o menino tanto fala? Ele se apresenta como Max, jogador de RPG e está no meio de um jogo chamado “Demônios”. O mestre do jogo o manda fazer muitas coisas más como tirar pirulito da boca de criança, não dar lugar pra velhinha no ônibus e muitas coisas horripilantes e da pesada.
Davizinho apresenta ao menino o seu mestre, Mr. Jesus. Max questiona a turminha perguntando o que Jesus pode fazer que seu mestre não possa. A resposta vem na terceira folha.
Neste terceiro quadrinho, Davizinho explica para Max quem é Jesus. Um homem bom, íntegro, sagaz e supimpa, não joga papel no chão e ajuda todo mundo. Eles explicam para Max que para ter Jesus como Mestre, ele precisa abrir seu coração, aceitar que Jesus ressucitou e que ele é o único Salvador da Humanidade. O Pequeno Max ouviu tudo direitinho, aceitou tranquilamente e hoje é um jovem do bem, amigo do cachorrinho que antes queria dar paulada e vive de bem com a vida!
Fato 1: Seria uma história bem bonita se não fosse ‘maquiavelicamente’ manipuladora. A intenção dessa revistinha é ‘demonizar’ algo que é muito utilizado por jovens para liberar imaginação, o RPG. Verdadeiro jogo de nerd, nele você vive outra pessoa, como uma personagem em novela ou filme. Tem o mestre que guia o jogo, normalmente é o jogador mais experiente e criativo, que dita as regras e os rumos.
Já joguei muito RPG na minha vida e nunca tive vontade de dar uma paulada em um cachorro por causa disso. Agora imagina uma criança de 8 anos lendo isso? Ela nunca teve contato com RPG, mas lê em uma revistinha que RPG faz com que sejamos pessoas ruins e não iremos pro Céu, como fica? A criança fica desnorteada! Começa a repetir essas palavras para todos, começa a repetir que RPG é ruim, e isso porque leu em uma revistinha!
Crianças não tem mentalidade suficiente para distinguir o que é certo ou errado, principalmente em assuntos religiosos, por isso os pais tentam de qualquer maneira ‘catequizar’ as crianças para suas crenças. Muita das vezes de forma desleal como nessa revistinha, contando mentiras e absurdos.
Manipulações como essa não faltam hoje em dia. No lugar do RPG nós poderíamos colocar o Rock ou qualquer outra coisa considerada mundana. O que é certo ou errado na educação religiosa da criança? Manipulá-la deste modo ou começar esta educação religiosa apenas quando a pessoa estiver em idade suficiente para aprender e questionar o certo e o errado?
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Tags: céu, deus, diabo, inferno, jesus, manipulação, mestre, religião, revistinha
Um abismo sem fundo separa o mercado fonográfico atual do tradicional. Há pelo menos 20 anos atrás, as bandas de música se limitavam a lucrar com shows e venda de vinil. Como complemento também os acessórios da banda como camisas, bonés, cordão e tudo mais. A vida para bandas já firmadas no mundo era fácil, tudo que produziam – se fosse de qualidade – tinha a certeza de trazer um bom retorno.
Com o advento da tecnologia digital no mundo fonográfico, essa moleza começou a ficar por um fio. Antigamente os amigos se juntavam em um quarto e ligavam o tocador de vinil para apreciar determinada música, hoje em dia há a experiência solitária de um MP3 player. Não havia falsificação de vinil em massa, hoje qualquer música é encontrada na internet sem seus devidos direitos autorais ao autor.
Hoje o vinil virou CD, e qualquer um copia um CD ilegalmente. Isso fez com que produtoras e bandas fossem perdendo muito dinheiro, mas a culpa é necessariamente de que faz pirataria?
Não totalmente. O problema é que produtoras e bandas ficaram mal acostumadas em ganhar dinheiro fácil apenas com a venda de vinil e shows e não ficaram preparadas para os novos tempos. Claro que a pirataria é ruim, mas isso mostra também que o povo está insatisfeito com o alto preço que é escutar música legalmente, virou praticamente um programa das elites. Este atual quadro não prejudica bandas consolidadas no mercado, prejudica sim os novos músicos.
Mas então os novos músicos devem desistir do mercado e tentar outra profissão? Definitivamente não! A música nunca pode acabar, nem profissionalmente e nem como hobby. E esse exemplo é mostrado todos os dias na mídia. São ações que podem parecer simples, mas que mostram que uma revolução se faz necessária.
O primeiro exemplo que me vem à cabeça é o do Radiohead. Em 2007 a banda decidiu leiloar o seu novo álbum – In Rainbows – apenas pela internet e em seu site oficial, pelo preço que o cliente quisesse pagar! Isso mesmo, aquela filosofia publicitária do ‘Quer Pagar Quanto?’ das Casas Bahia foi usada pela banda. Em 2 dias foram registados 1,2 milhões de downloads do álbum, e a mídia do mundo pipocou em notícias.
Outro exemplo interessante é a investida em games musicais. O já clássico Guitar Hero conquistou as massas com a idéia de que qualquer um possa tocar música, basta manusear 5 botões e fazer notas pré-estabelecidas em uma linha do tempo em formato de braço de guitarra! A revolução foi tão grande que a concorrência está sendo muito interessante. Um tempo depois nasceu o Rock Band, com a proposta de colocar uma banda completa – com baterias, guitarras e vocal – para tocar juntos! Bandas cedem os direitos autorais e lucram com as vendas dos games, e até colocam seu nome no game, como fez o Aerosmith.
Um exemplo recente no Brasil foi a banda Almah, liderada pelo ex-Angra Edu Falaschi. A banda inova o mercado fonográfico com um álbum conceitual, e junto com o CD é vendido um livro fictício de mangá, cujo tema principal é o equilíbrio entre todos os elementos do universo.
Continuando no Brasil, um exemplo de independência musical é a banda Velhas Virgens. Com mais de 20 anos de estrada, se orgulham de ser a maior banda independente do País! Seguindo estes passos, músicos consolidados como Djavan, Pato Fu e Amado Batista deixaram seus produtores de lado e foram investir em suas próprias carreiras.
Exemplo mais recente foi o Queen que decidiu relançar todos os seus álbuns em vinil, todos mesmo! Essa moda de vinil está contagiando, pois bandas como Whitesnake que estão voltando a ativa, estão lançando junto com os CD de inéditas, álbuns de vinil comemorativos.
A grande vantagem do vinil é poder fazer uma capa interessante e atrativa, visto o tamanho do encarte.
Exemplos não faltam, há bandas que investem no fator social para conseguir mais adeptos, fazem promoções em redes sociais e na internet em geral. Para vencer os obstáculos, novas bandas irão precisar de idéias mirabolantes e criativas, que possam atrair o público e que transforme a música em algo além do CD e do show. A crise trouxe a revolução, agora basta saber se as bandas irão aproveitar.
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Tags: bandas, crise, fonográfico, idéias, música, mercado, mp3, mundial, novas, player, venda, vinil
E finalmente nasceu…

Imagem por Fernanda Dobbin
Depois de muito tempo pensando e planejando, está criado o meu blog pessoal. Objetivo? Nenhum, apenas escrever. Tirar do coração e colocar nas letras, falar sem esperar ser ouvido. Assunto? Sem pauta, o que tiver para ser escrito será escrito. Claro que o foco será o que eu gosto, aqui aparecerá constantemente textos sobre música e religião, bobeiras sem nexo e até minhas poesias (sim, o espaço é meu, entra quem quer =)).
Espero que os que passarem por aqui e tiverem a curiosidade de ler alguma coisa gostem e se interessem, meu objetivo é informar de forma informal, fazer pessoas pensarem e questionarem e acima de tudo falar o que poucos falam.
Agradecimentos especiais ao Fred que tanto me incentivou a montar o blog o quanto antes! E os agradecimentos mais especiais de todos vão para minha musa inspiradora, Hanny, por tanto apoio e incentivo!
Abraços e aguardem novidades!
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Tags: amor, blog, início, música, novidades, religião
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